Ao buscar uma psicóloga em Passo Fundo ou atendimento psicológico online, pode ser importante encontrar um espaço em que seja possível conversar sobre sexualidade, identidade de gênero, relações afetivas e outras experiências da vida com segurança e sem julgamento.
Para algumas pessoas, falar sobre essas questões acontece com tranquilidade. Para outras, pode existir medo de decepcionar a família, receio de sofrer preconceito, dificuldade para falar sobre relacionamentos, culpa, vergonha ou anos tentando corresponder ao que esperavam delas.
Na psicoterapia, essas experiências podem ser conversadas sem partir da ideia de que existe uma forma certa de viver a própria identidade, sexualidade ou construir relações.
Identidade de gênero e orientação sexual não são problemas psicológicos
Esse é um ponto importante para começar essa conversa.
Ser lésbica, gay, bissexual, trans, travesti ou ter qualquer outra identidade de gênero ou orientação sexual não é um transtorno mental e não precisa ser tratado.
Mas isso não significa que pessoas LGBTQIAPN+ não possam viver sofrimentos relacionados à forma como a sociedade responde à diversidade.
Preconceito, discriminação, violência, rejeição familiar, medo de perder pessoas importantes, dificuldades no trabalho e a necessidade de avaliar constantemente se determinado ambiente é seguro podem afetar a saúde mental.
Por isso, quando essas questões aparecem na psicoterapia, meu olhar não está direcionado a tentar mudar quem uma pessoa é. Quero compreender como essa história foi vivida, quais relações e contextos fazem parte dela e quais recursos podem ajudar a construir uma vida mais segura, possível e coerente com quem essa pessoa reconhece ser.
Um espaço seguro começa pelo respeito
Pode parecer básico, mas chamar uma pessoa pelo nome que utiliza, respeitar sua identidade e não pressupor automaticamente que todo mundo é heterossexual ou cisgênero faz diferença.
Também não deveria ser responsabilidade de quem busca terapia ensinar constantemente a profissional sobre sua existência.
Isso não significa que uma psicóloga precise conhecer previamente cada experiência possível. A diversidade humana é muito maior do que qualquer formação consegue contemplar. Mas existe uma responsabilidade profissional de estudar, atualizar conhecimentos, reconhecer limites e perguntar com respeito quando alguma informação for importante para compreender aquela história.
Se eu não sei alguma coisa, posso perguntar. O que não posso fazer é transformar a pessoa que está buscando atendimento em objeto da minha curiosidade.
Na terapia, tu precisa ter espaço para falar da tua vida sem sentir que precisa explicar ou defender quem tu é.
Sexualidade e gênero também fazem parte de uma história
Na Terapia Sistêmica, buscamos compreender as pessoas considerando suas relações, histórias e os diferentes contextos dos quais fazem parte.
Família, cultura, religião, geração, gênero, condições sociais e experiências anteriores podem participar da forma como aprendemos a compreender relacionamentos, sexualidade e aquilo que imaginamos ser possível para nossa própria vida.
Uma pessoa pode reconhecer sua sexualidade com tranquilidade e ainda ter dificuldade para conversar sobre isso com a família. Outra pode estar vivendo um relacionamento muito feliz e, ao mesmo tempo, sentir medo de demonstrar afeto em determinados espaços.
Também existem pessoas que estão descobrindo ou questionando aspectos da própria identidade e querem simplesmente um lugar seguro para conversar sobre isso.
Não existe uma experiência LGBTQIAPN+ única.
Por isso, a terapia não deveria apressar respostas nem determinar previamente onde alguém precisa chegar. Podemos construir esse processo respeitando o tempo, a história e as escolhas de cada pessoa.
E quando existe conflito com a família?
Família e pertencimento costumam ocupar um espaço muito importante em nossas histórias. Por isso, situações de rejeição, preconceito ou dificuldade de aceitação podem ser muito dolorosas.
E nem sempre é possível mudar a forma como uma família pensa ou se comporta.
Na terapia, podemos trabalhar aquilo que está ao alcance da pessoa: construir limites, identificar relações seguras, fortalecer redes de apoio, pensar em formas de se proteger e decidir quando, como e com quem determinadas conversas podem acontecer.
Isso não significa responsabilizar quem sofre preconceito por aprender a suportá-lo.
Preconceito e discriminação não são problemas individuais. São questões sociais que também precisam ser enfrentadas coletivamente, com acesso a direitos, políticas públicas, educação e proteção contra diferentes formas de violência.
Ao mesmo tempo, dentro da psicoterapia, podemos olhar para os recursos que cada pessoa tem hoje e construir possibilidades para lidar com os efeitos concretos dessas experiências em sua vida.
A terapia pode acompanhar processos de transição de gênero?
Sim. Para pessoas trans e travestis, a psicoterapia pode acompanhar diferentes momentos da vida, inclusive processos de transição, quando esse acompanhamento fizer sentido para a própria pessoa.
Nem toda pessoa trans deseja realizar as mesmas mudanças. Algumas podem buscar alterações no nome e documentos, outras podem desejar mudanças corporais ou na expressão de gênero. Também existem pessoas que querem apenas um espaço para conversar sobre aquilo que estão vivendo.
O papel da psicoterapia não é decidir qual caminho alguém deve seguir.
Podemos conversar sobre expectativas, medos, relações familiares e afetivas, redes de apoio, trabalho, saúde e os recursos disponíveis para cada decisão. Quando houver necessidade de acompanhamento médico, jurídico ou de outros serviços, também podemos pensar nos encaminhamentos adequados.
Como saber se uma psicóloga está preparada para conversar sobre gênero e sexualidade?
Tu pode perguntar!
Pode perguntar qual é a experiência da profissional com essas questões, qual abordagem utiliza e como compreende diversidade sexual e de gênero.
Também vale observar como tu se sente durante o atendimento.
Existe espaço para falar dos teus relacionamentos sem precisar explicar ou defender tua orientação sexual? Teu nome e tua identidade são respeitados? Tu consegue falar sobre preconceito sem ouvir que precisa simplesmente ignorar a opinião das outras pessoas? Existe abertura para conversar sobre família, trabalho, relações, sexualidade e projetos de vida sem que tudo seja reduzido à tua identidade?
Uma psicoterapia acolhedora não deveria presumir que toda dificuldade de uma pessoa LGBTQIAPN+ acontece porque ela é LGBTQIAPN+.
Às vezes, tu quer falar sobre ansiedade.
Às vezes, sobre trabalho, dinheiro, família, autoestima ou relacionamento.
Às vezes, gênero ou sexualidade serão questões importantes no processo. Em outros momentos, não.
Tu é uma pessoa inteira, e tudo isso precisa poder caber na terapia.
Psicóloga em Passo Fundo para questões de gênero, sexualidade e relacionamentos
Construir um espaço seguro não significa prometer que nenhuma conversa será difícil.
Psicoterapia também envolve olhar para conflitos, escolhas, responsabilidades, limites e para aquilo que talvez precise mudar. A diferença é que esse processo não precisa acontecer a partir do julgamento sobre quem uma pessoa é.
Meu trabalho parte da Terapia Sistêmica. Por isso, procuro compreender a saúde mental considerando a história, as relações e os diferentes contextos que atravessam nossa vida.
Gênero e sexualidade fazem parte desse olhar, assim como família, condições de trabalho, relações afetivas, cultura, condições sociais, acesso a direitos e tantas outras experiências que participam da construção de quem somos.
Isso também significa que compreender o contexto não retira nossa possibilidade de agir. Nem sempre conseguimos mudar a família, o preconceito que existe na sociedade ou algumas condições concretas da nossa vida. Mas podemos reconhecer recursos, construir redes de apoio, estabelecer limites e pensar em possibilidades mais seguras para lidar com aquilo que estamos vivendo.
Sou Francieli Teixeira, psicóloga, CRP 07/39825, especialista em Terapia Sistêmica. Realizo atendimento psicológico presencial em Passo Fundo/RS e psicoterapia online para pessoas de diferentes lugares do Brasil.
Se tu procura uma psicóloga para conversar sobre gênero, sexualidade, relacionamentos ou outras questões da tua vida, pode entrar em contato pelo WhatsApp para conhecer meu trabalho e agendar um horário.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui cuidados personalizados.